Geração de Valor no Trabalho

Se pensarmos em estratégia, como o processo contínuo que deve ser, percebemos que ela está embasada em uma cadeia de geração de valor. Porque ninguém consome um produto ou serviço apenas por suas características, mas pelo valor que agrega a uma necessidade ou vontade específica. As pessoas consomem aquilo que querem ou precisam, que não podem ou não querem fazer elas mesmas. O mesmo se aplica a relação organização x profissional, e  é sobre isso que falaremos hoje.

Essa cadeia de valor nasce no momento de uma nova ideia e contém tudo aquilo que torna nosso produto ou serviço tão especial, que o faz único. Se observarmos o conceito de valor para serviço, segundo ITILentendemos que é  composto da seguinte forma:

A cadeia de geração de valor é um conceito de marketing e gestão, e é composta por:

Seleção de valor que é o momento onde com base em mercado, publico e posicionamento que se deseja atingir,  é definido o valor que será gerado com aquele produto ou serviço.

Entrega de Valor  que é onde definimos de que forma este valor será em “empacotado, tarifado e entregue” ao cliente final.

Comunicação de Valor  que é o momento onde definimos de que forma vamos “contar ao mercado” o valor que estamos gerando com este produto ou serviço.

Penso que não é diferente se trouxermos para o ambiente “carreira”. Temos que ter clareza na definição do valor que estamos agregando como profissionais, qual nosso propósito com a geração deste valor e de que forma ele será revelado.

Vou dividir com vocês um trecho da entrevista de Waldez Ludwig para o Sem Censura, onde ele fala sobre geração de valor no  trabalho, de uma maneira muito bacana.

Perceba que não falo sobre ocupar espaços ou angariar posições, falo de “se construir” como profissional. Definir a quais necessidades do mercado você vai agregar o seu valor,  de que forma vai entregar o valor que você agrega, com quais atitudes, com qual postura e também de que maneira vai se expor.

Assim como nas organizações,  só há diferencial naquilo que gera resultados efetivos e que atendam a necessidades. Quando você tiver construído seu valor como profissional será capaz de criar oportunidades e não apenas esperar encontrá-las pela sua trilha.

“A Maior tragédia industrial, foi separar o trabalho da vida.”                                                                                                   Waldez Ludwig

Anúncios
Publicado em Posts | Marcado com , , , | Deixe um comentário

E a tal da governança corporativa?

Em uma entrevista que vi no portal HSM, com Eduardo Bom Angelo, se fala do termo de governança corporativa. A entrevista é bem legal, e levanta questões importantes que as organizações, de qualquer tamanho, deveriam se preocupar. Em certo momento Eduardo comenta sobre princípios básicos da governança corporativa:

  • Transparência
  • Ética / Equidade
  • Conformidade / Responsabilidade Corporativa
  • Prestação de contas (accountability)

Vamos ver o vídeo da entrevista.

Ao falar de governança corporativa, estamos falando de políticas, leis, processos, tudo o que impacta o modo com as empresas são controladas. Ela organiza todo o trabalho dentro da empresa.

Toda empresa possui políticas, leis e processos definidos, mas muitas vezes funciona de forma “invisível”.  O problema de funcionar assim é que nem todos dentro da empresa podem estar “alinhados” com o “como as coisas devem ser”.

Então sim, vale a criação de um código de conduta, para tratar princípios e deixar a cultura da empresa visível. Exemplo o manual de sobrevivência da Semco que tinha comentado já.

E você sabia que existe um código das melhores práticas de governança corporativa? Existe. E é publicado pelo IBGC, Instituto Brasileiro de Governança Corporativa.

Publicado em Posts | Marcado com , , | 1 Comentário

Uma Questão de Conduta, não de Genero

Algo que sempre menciono em minhas aulas, é que precisamos ter uma acurada capacidade de discernimento como escudo contra os paradigmas e culturas obsoletas. É preciso saber diferenciar fatos de opiniões, saber quando se trata de uma verdade e quando se trata de percepção. Uma pratica que poucos de nós realmente conseguem incorporar ao próprio comportamento. Porque não aprendemos este tipo de “regra” na formação acadêmica e nem mesmo há um treinamento capaz de nos ensinar.

Como amanhã é dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, optei por falar sobre as diferenças de posturas e atitudes entre os homens e mulheres no universo corporativo. Algumas semanas atrás, este tópico foi levantado em um encontro realizado pelo Grupo Mulheres de TI, onde com a presença do professor Marcelino Tadeu de Assis, debatemos as diferenças salariais que existem entre os gêneros de acordo com as funções e regiões do pais. Tema muito interessante que vocês podem conferir neste post, e que me levou a uma reflexão mais apurada sobre este comportamento.

Sem a pretensão de trazer a tona a polêmica “ascenção” feminina, quero cutucá-los um pouquinho em relação não ao que sabemos sobre este tema, mas ao que ainda há para saber e questionar. Tenho a grata oportunidade de interagir com um público bem homogêneo, tanto em genero quanto em pensamento. E tenho visto que cada dia “as verdades” sobre o comportamento humano, tem se tornado mais tênues. Não há quem possa (ou deva) definir como deve se comportar um homem em relação ao que deve se esperar de uma mulher em seu ambiente de trabalho. Acredito que atualmente estas definições estão mais relacionadas a grupos de interesses específicos, do que a sociedade em geral. Lembrando que esta é apenas a minha percepção das verdades que observo.

Um exemplo muito divertido disso é uma campanha da Nissan, que fez tanto sucesso que está de volta para divulgar a Nissan 2013 (sim, eles estão de volta).  Alguns anos atrás nem mesmo o Nizan Guanaes conseguiria me convencer de que Pôneis Malditos vendem grandes picapes 4X4 para homens.

Por infelicidade de nossos antepassados (e principalmente antepassadas), não foi sempre desta forma. Em outras épocas estes comportamentos já foram muito bem definidos, lavrados e seguidos a risca. A long time ago… na Mesopotâmia, as mulheres eram vendidas como mercadorias e tinham menos direitos que os escravos homens. No Islam, já foi vedado a mulher o direito de se manifestar em público. E no Brasil a mulher passou a ter direito de voto apenas entre 1927 e 1932.

Atualmente a mulher tem papel fundamental na sociedade economicamente ativa. Uma matéria publicada  Instituto Observatório Social, afirma que “Mulheres ocupam 88% das vagas no mercado formal de trabalho”, segundo dados da OIT (Organização Internacional do Trabalho). E mesmo com as diferenças e a os contrastes em relação aos direitos, cada vez mais as mulheres estão presentes em cargos de máxima evidência, e mais, ano passado o cargo de máxima importância para o país foi ocupado por uma mulher. O desconforto está no tom de surpresa, e no espanto como reação, quando uma mulher se comporta de uma forma que contradiga a máxima “sexo frágil”. É como se houvesse uma inversão de valores. Mas que valores?

É muito comum quando uma mulher passa em frente a uma obra, receber muitas cantadas, de certa forma desconcertantes. Mas qual seria sua reação se…

Na esfera organizacional (ainda) não é diferente. Insisto que estas diferenças vem sendo minimizadas, mas é um fato que elas ainda existem. Se uma mulher coloca sua carreira acima das outras prioridades, é determinada, disciplinada e tem pulso firme; não se houve dizer de sua competência e sim que esta mulher trabalha como um homem. E todos os homens que você conhece realmente trabalham desta forma?

Do mesmo modo, se um homem ousa preterir sua carreira para se dedicar ao convívio doméstico, ficando em casa e cuidando dos filhos enquanto sua mulher é quem trabalha e investe na profissão, é massacrado aos olhos das organizações quando resolve voltar ao mercado de trabalho. Porque esta é uma prerrogativa (exclusivamente) feminina?

São preceitos míopes, datados de épocas com contextos e limitações que não vivemos mais e por isso precisam urgentemente de uma atualização. Mas não há outra forma de muda-los se não através da atitude, exatamente como estamos fazendo. Richard Buckminster Fuller uma vez afirmou:

“Você não pode mudar  as coisas lutando contra uma realidade existente. Para mudar alguma coisa, construa um novo modelo que faça com que o modelo atual se torne obsoleto.”

Trabalho com pessoas, que indiferente do gênero, raça ou credo, apresentam resultados através de comportamentos diferentes todos os dias. Independe de ser um homem ou uma mulher há os preguiçosos, os que colaboram, os individualistas, os controladores, aqueles que gostam de trabalhar muito, os que preferem trabalhar menos. Eu trabalho com pessoas e não as classifico por nenhum outro quesito senão pela conduta. Porque é dessa conduta que dependem os resultados que preciso, que em conjunto sejam alcançados. Começou a “dar certo”, o que antes “empacava” quando adotei este pensamento. E realmente não acredito que qualquer coisa além da conduta, possa classificar uma pessoa.  A conduta diz sobre o caráter, os valores e comprometimento de uma pessoa, pois é ela que permeia a atitude.

Acredito que o sucesso profissional de uma mulher não está em “vestir calças” e não querer ter filhos, assim como também não vejo não vejo mais os homens como simbolo de perfil autocrático e cerceador. Existem mulheres “maquiavélicas” e homens “polyanna” com chances iguais de exito ou fracasso. Então sejam seus modelos e inspirações homens ou mulheres, busquem aquela conduta que traduza a vocês mesmos, e não uma sociedade de ditames ultrapassados. E acima de tudo sejam felizes em seu trabalho, pois é a unica condição universal ao triunfo.

Publicado em Posts | Marcado com , | 1 Comentário

Criadores de problemas x criadores de soluções — um desabafo!

Me cansei. Me cansei de pessoas que ficam culpando a parede por estarem na frente delas, ao invés de olhar ao redor e verificar outras direções possíveis. Eu quero pessoas capazes de se adaptarem, melhorarem, de se moverem!

Estou cansado de pessoas que falam coisas ruins do seu trabalho, mas que não movem 1cm para melhorar algo que está ao seu redor. Quero pessoas focadas em criar liderança e ganhar responsabilidade, pessoas capazes de pensar em problemas e encontrar oportunidades de trazer outras pessoas para ajudar.

Estou cansado de pessoas que pensam que a vida é a maior inimiga delas. Elas deveriam se olhar no espelho e ver quem realmente é o maior inimigo. Quero pessoas que entendam que se elas possuem algum tipo de limitação nas suas vidas, elas são responsáveis por isto. Tudo está na sua mente. E nós somos capazes de mudar isto.

Me cansei de pessoas focadas 110% no seu umbigo, e que acreditam que precisam apenas entender e resolver sua vida. Precisamos doar, dar de volta o que aprendemos e recebemos. Precisamos fazer outras pessoas felizes. Não todo o mundo, mas as pessoas que fazem sentido para a gente.

Publicado em Posts | Marcado com , | 1 Comentário

Valores Claros, Atitudes Criativas

Tenham atitudes criativas, sem esquecer da simplicidade das coisas, sem burocratizá-las e questionando sempre”.

Sabemos que a inteligência é a capacidade que nosso cerebro possui de colher dados, armazená-los, processá-los e produzir então algum tipo de resultado. Geralmente a inteligência é a habilidade que mais influencia no momento em que participamos de uma seleção e em nossos passos futuros em uma organização. Mas diferente do que associamos instintivamente, esta inteligência não está exclusivamente relacionada ao conhecimento, mas acima de tudo a atitude. Neste post de boas-vindas, escolhi falar sobre o quanto conhecemos os valores das organizações onde atuamos e pelo que se pautam nossas atitudes nestes ambientes.

Vou começar citando um trecho de uma entrevista do filósofo e professor Mário Sérgio Cortella, que fala sobre ética e moral, pra que possamos entender a origem dos valores:

Fala-se muito em “valores pessoais“, “valores da organização“, “valores estratégicos“, mas tenho observado que poucas pessoas realmente percebem o que são, ou de que forma podem identifica-los e interagir com eles. Conceitualizando de uma forma livre e bem simples: valores são os exercícios de conceitos, concepções e crenças que temos, baseados em modelos éticos ou padrões que sejam de nosso conhecimento ou concepção. Por exemplo, desde de pequena fui ensinada que é educado dizer por favor, obrigado, dar bom dia. Por isso hoje, além de exercitar estes ensinamentos; por acreditar neles, considero adequadas à minha convivencia aquelas pessoas que têm o mesmo comportamento, e penso que todo comportamento oposto é inadequado.

A maioria das organizações também possui estes valores já definidos em seu Planejamento Estratégico, descritos em seu site e material institucional e talvez até expostos na parede da empresa. Mas isso não garante que estes valores sejam realmente praticados, ou ainda que sirvam de modelo base para as atitudes de cada colaborador. E muitas vezes realmente não são, não apenas por falta de conscientização da equipe, mas por não se traduzirem em atitudes da empresa para com a sociedade, e principalmente: com seu próprio time. Tenho visto organizações que tem o “respeito a qualidade das relações” como um valor fundamental, e quando você pesquisa o clima organizacional, percebe muitas culturas instauradas que dizem exatamente o contrario, como: “Aqui manda quem pode, obedece quem tem juizo” ou “É cada um por si”. Qual destes dois tipos de crenças você acredita que irá pautar a atitude de um colaborador?

Ano passado li um ótimo livro, que recomendo a vocês também, o título é Tsunami – Construindo Organizações Capazes de Prosperar,  onde Victor Pinedo diz:

“Cada pessoa deve ser capaz de tomar as decisões baseando-se no conjunto de valores, propiciando à empresa a possibilidade de atuar como um bloco coeso e unificado, embora ágil, flexível e independente”.

É preciso que os valores disseminados pela empresa, tenham tanto sentido para cada um, que sejam capazes de provocar, mais do que adesão; o comprometimento individual e como time. Os valores precisam ser coletivos, e devem auxiliar na busca por resultados abrangentes e não apenas a satisfação do propósito de gerar lucro, que toda a organização possui. Não é o que, mas o como, de que forma a empresa vai atender seus propósitos, quais são as regras do game. E é neste ponto que começamos a entender a relação dos valores com as atitudes nas organizações, porque percebemos que as pessoas sempre irão preferir conscientemente exercitar valores que tenham semelhança ou adequação ao seu conjunto moral ou que simbolizem o bem-estar comum.

Muitas das pessoas que conheço, investem tempo e energia tentando responder: qual a forma correta ou errada de agir na organização? o que a empresa espera de mim? o que preciso fazer para ganhar espaço ou atenção? – Acredito firmemente que isso ocorre pela ausencia de valores claros, para cada um e para a própria organização, principalmente seu grupo gestor em todos os níveis. Isto como uma condição básica a ser atendida pelas organizações. E quando não ocorre, gasta-se tanta energia e tempo neste fundamento, que perdem espaço outros temas como a integração e a criatividade e todos vão perdendo a “urgência” de contribuir e inovar. É o que tenho visto na prática, quanto mais claros são os valores, mais qualidade há nas atitudes e o que emerge é um sentimento de “criar algo maior”, com o que há grande comprometimento.

A base da criatividade é acima de tudo o questionamento, e mais o questionamento constante. Se fizermos uma brincadeira, onde em uma coluna você escreva todos os processos e procedimentos que você executa sem saber porque foram formulados da forma que estão e em outra coluna todos aqueles que você já questionou, qual coluna terá mais itens?

E se agora depois de analisar você pudesse escrever em uma coluna quais processos e procedimentos você considera excelentes e na outra coluna quais você mudaria algo na forma de fazer, qual das duas colunas sairá ganhando?

Pode-se chamar de atitude criativa, aquela que transcende o regular, não apenas sem onerar o resultado, mas o incrementando ou gerando um novo resultado. Sem prentensão de decrescer aqueles que não usam da criatividade em suas atitudes, visto que cada pessoa é livre para definir e moldar sua forma de agir, provoco ao fato, incômodo no meu ponto de vista, de nos “acostumarmos com as coisas como elas são” e esperarmos o mesmo das outras pessoas. As vezes com a justificativa de que não há espaço para criatividade naquela função ou atividades que desempenhamos. Eu os desafio a pensar o contrário. A buscar fazer diferente, fazer melhor pelo menos um único item de suas listas. Nao há distinção de função, cargo ou segmento para o treino da criatividade, assim como também não há limite; a unica diferença é a forma que você pode expressar a criatividade, nem sempre é preciso “reiventar a roda” para ser criativo, mas é preciso sempre olhar se a “roda” que temos nas mãos não é “quadrada”.


Publicado em Posts | Marcado com , | 1 Comentário

Ser líder é…

Primeiro vamos ao que não é ser líder.

“Não se é líder batendo na cabeça das pessoas – isso é ataque, não é liderança” (D. Eisenhower) – via @hsmonline

A palavra que mais aparece na minha cabeça quando penso em liderança é “orgânico”. O processo de se tornar líder em algo, é um processo orgânico. Natural. Você não consegue forçar nem consegue mentir. Ele precisa de autenticidade.

Eu não gosto nem um pouco quando vejo cargos com a palavra  “líder”. Líderes devem ser  cultivados dentro das empresas e equipes. Liderança não é o trabalho de uma pessoa. A cada nova situação, alguém vai aparecer para apoiar e fazer acontecer. Mas para isto ocorrer, é preciso ter um ambiente apto para isto.

Meu pai me falou uma coisa estes dias… que líderes podem ser reconhecidos por terem seus seguidores, por terem pessoas que acreditam nas suas ideias. Mas o ponto é até quando isto se sustenta? O verdadeiro líder é aquele capaz de criar outros líderes.

E aí mora um belo problema. Você é capaz de ensinar tudo o que sabe a ponto de se tornar inútil para suas tarefas atuais?

Eu desenvolvo as pessoas que trabalham comigo para elas encontrarem seu caminho, e buscarem aquilo que gostam de fazer. Eu dou liberdade, responsabilidade, e estou a disposição para apoiar sempre que precisarem. Note a importância da responsabilidade em tudo isto. E o que eu espero? Que elas façam o mesmo por quem estiver ao redor delas.

Com isto, consigo desenvolver times que se gerenciam e organizam pelo próprio time. Não precisam de alguém com um cargo específico para garantir isto.

Accountability é uma palavra bonita. Pensando em uma tabela RACI (Responsible, Accountable, Consulted, Informed), não quero que alguém seja somente responsável por algo. Quero que alguém se comprometa com um objetivo ou meta. E que leve outros a garantir que este objetivo será alcançado.

Agora, vem o velho ponto… será que as empresas permitem que alguém se comprometa com algo de verdade? Ou a liberdade dada é apenas uma fachada? O comprometimento é sempre ligado a alguém em cargo de gerência? A equipe tem liberdade de fazer o que quiser, mas tudo tem que ter Ok do gerente. Já viu isto em algum lugar?

O grande problema neste tipo de ambiente é a dependência criada. E normalmente uma estrutura de medo que vem junto. Como eu venho dizendo ultimamente, “isto me lembra uma tirinha do dilbert“.

Quero ver times que possam e consigam se organizar. Só que isto não acontece por mágica. Isto acontece porque estamos apoiando, dando força (empowerment) e ajudando a moldar padrões de comportamento, definindo valores, cultivando a cultura que se quer que o time tenha. No que ele acredita, como ele se comporta, quem ele é e como os outros devem ver este time. Tudo em conjunto.

Através deste tipo de ação, a tal “accountability” aparece de forma natural. Se depois de tudo o que se tentar ela não aparecer, será que este é o lugar que você quer estar?

Publicado em Posts | Marcado com , , | 16 Comentários

Qual é a cultura organizacional que você vive?

Quando você lê uma tirinha do Dilbert, você dá risadas? E você já parou para pensar se isto é bom ou ruim? Se as risadas são por relacionar com momentos que você já viu acontecer onde você trabalha? Ou locais que você conhece por amigos ou parentes?

Quando pensamos em cultura, pensamos em nossa comunidade, nossa cidade, estado, país, e nas coisas que acreditamos. Por vezes falamos que o brasileiro é do jeito tal, que já faz parte da nossa cultura.

E dentro das empresas? De onde vem a cultura dela? Do fundador? Dos funcionários? Quem influencia? E quem pode influenciar?

E aí?

Aí um dia um amigo me disse que a empresa que ele trabalha confia e acredita nas pessoas, e é feliz com a produtividade delas. Aí eu perguntei porque a empresa em questão bloqueava o acesso a internet das pessoas. Aí ele me disse que é porque a empresa não confiava nos hábitos de internet das pessoas. Aí eu parei de fazer perguntas.

Neste blog o ponto será falar sobre cultura das empresas, sobre como criar, mudar, desafiar a tal “cultura organizacional“.  Ainda nisto falaremos sobre governança, com toda sopa de letrinhas possível, itil, cobit, sox (talvez até dos whitesox), iso. Falaremos também sobre políticas, normas, termos, gestão, qualidade, mas de um jeito focado em ação. Sobre pontos para reflexão e melhoria contínua.

Vamos começar então com um pouco de cultura organizacional! Conheça a Semco. Conheça o manual de sobreviência e o modo como a empresa trabalha a cultura. E para fechar uma entrevista de Ricardo Semler sobre cultura corporativa:

Publicado em Posts | Marcado com , , , | 7 Comentários